sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Amor é paciência, por vezes, tolerância.
Atrasos, ironias, distrações, infantilidades...
e toda uma gama de características [leia-se: defeitos], são passíveis de
relevações quando não constantes e após já terem sido discutidos pelo casal. É
com pequenos ajustes que se edifica uma relação!
Nada mais natural não fosse o fato de muitas de
nós renunciar a seu desejo em prol da satisfação do desejo do parceiro (a).
Antes de amar o outro é necessário amar a si própria, com mais afinco e verdade
- a sua! Afinal, é físico e bíblico o "dar e receber"!
Fidelidade não deve ser exigida, e sim, conquistada.
Dia desses estava discutindo isso com um amigo,
que, para mim, não é tão importante assim saber quem - além de mim, óbvio! -
desperta a atenção do outro, ou mesmo um pouco além da atenção! Fidelidade é o
trofeu obtido após uma maratona percorrida sem preconceitos, mágoas e
desprendimento! Ademais, Fidelidade, ao meu ver [míope], não perpassa por essa
visão monogâmica de parceiro(a), porque consigo compreender a atração sexual
entre os humanóides. Quando o sentimento é igualmente atraído, entendo aí sim
ocorrer a tão temida traição. Muitos podem dizer que poderia emergir do contato
físico o sentimental, e não rejeito essa possibilidade, aceito-a como um
termômetro para identificar como está a caloria da relação! É o risco que se
corre quando aceito-me liberal-democrática!
Ciúme e possessão sugerem sessões de análise.
Não entendo-os como defeitos, pois creio serem características pessoais, daquelas que constroem a personalidade, e como tais, merecem ser tratadas na análise. Observação: quando em pequenas doses, devem ser pouco a pouco degustadas... quase um Chandon a saborizar a relação!
Intimidade deve ser conjugada no singular.
Após conquistada a do casal, eis o desafio de manter a individual! Passando pelo xixi de porta aberta [não se fazem mais fechaduras como antigamente, tsc-tsc-tsc!], pelo futebol de sexta à noite e pela despedida de solteira da noiva no Clube das Mulheres, intimidade vai muito além, confundindo-se, por vezes, com privacidade. Seja qual for a definição conferida a elas, na dúvida, preservem-nas a ambas!
Amor não deve causar dependência.
Para alguns é tóxico, para outros, uma droga! Fato é que dependência se deve ter de princípios, valores e bons sentimentos! Depender de algo ou alguém para entender-se estar vivo, é deplorável...
- Garçom, uma dose de amor-próprio, por favor!
A distância confirma o (des)amor.
A distância - quando física - provoca insegurança e até mesmo sofrimento, contudo, é contornável quando os sentimentos estão em sintonia e são correspondidos. Pior mesmo é quando a ponte aérea ou os quilômetros de estrada não conseguem aproximar duas pessoas que, ainda que espacialmente próximas, tornam-se distantes em sentimentos e emoções. Tão logo identificada tal situação, não bastantes avião e carro, é chegado o momento de abandonar o navio, e a nado! Tchibum...


