terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Petistas (ARTIGO POLÍTICO)
Tenho um amigo petista (pessoa incrível e honestíssima), que escreveu sobre o relatório da OIT - Organização Internacional do Trabalho,mostrando que a pobreza no Brasil caiu 36% em 6 anos, e dizendo que deve ter gente mordendo os cotovelos de tanta raiva.
Não resisti e respondo publicamente.
'Rir com dente é fácil'.
Quero ver agora que o preço das commodities caiu, que o modelo de exploração de petróleocriado pela presidenta prova-se inviável, que
a Petrobras não consegue mais segurar a inflação artificialmente baixa, que o “pibinho petista”não vai sequer chegar a 2%, que o Brasil começa
a ser encarado como um país onde é difícil fazer negócio por tanta intervenção e achaques àsempresas, que o prazo razoável de fazer as
importantes reformas ( previdenciária, tributária, fiscal, política ... ) já venceu, que não houve ummísero progresso nas variáveis que impactam
o aumento da produtividade e da competitividade ( infraestrutura, educação, ciência e tecnologia), que todos os esforços foram direcionados
à anabolização dos números no curto prazo em detrimento da poupança e do investimento nolongo, que os sete ( eu disse SETE ) pacotes lançados
nos últimos meses para tentar ressuscitar o paciente moribundo mostraram-se tão patéticos quanto as pessoas que os maquinaram, que as famílias
estão endividadas até o talo de tanto estímulo ao consumo, que a arrecadação já dá demonstração de queda ( mesmo com o aumento das alíquotas,
o que representa perda real em base tributável — ou atividade econômica ) ...
Eu poderia continuar por mais uma semana elencando a sequência de burradas dos governos petistas.
E olha que eu nem entrei no mérito moral — aí, é "capivara" mesmo, ficha policial.
Com economia aquecida e uma carga tributária boçal (em ambos os sentidos: quantidade e qualidade ), é fácil ter muito dinheiro para gastar.
Distribuir aos pobres parece coisa de gente de bom coração. Renda na mão de pobre vira consumo e consumo conta para o PIB.
E, na mão de petista, vira voto na certa. Mas, agora que o dinheiro vai começar a rarear, quero ver onde vai estar o coração dessa gente.
Ou vão cravar mais fundo os dentes no setor produtivo da sociedade ou vão ter que escolher o que deixa de receber recursos.
Tenho certeza de que o caixa 2 das campanhas eleitorais deles está garantido — até porque este parece ser ( por mais surreal que possa parecer )
o ÁLIBI dos 36 réus do mensalão.
O fato é que, 10 anos depois, o pobre brasileiro pode ter ficado momentaneamente menos pobre na carteira, mas não se tornou um milímetro mais
capaz de enfrentar os desafios do mundo moderno em que o país compete.
Basta ver que os analfabetos funcionais das faculdades de gesso do Luladdad chegam a 38% ( é inacreditável, mas é verdade ).
Acabada a farra da gastança, voltaremos para a mesma estaca em que estávamos antes. Um pouco piores, na verdade, graças aos retrocessos
que representam os constantes ataques às instituições da sociedade ( a Justiça, a liberdade de imprensa, a independência dos poderes, o que restava
de honradez no Congresso, a política externa que deixou de servir à nação para se dobrar a um projeto particular de poder... ) e às bases da
economia de mercado tão sólidas que os petistas herdaram de seus antecessores mais capazes (a Lei de Responsabilidade Fiscal, o Bolsa Escola —
este, sim, carregava uma contrapartida que produzia um efeito positivo no longo prazo em vez deboçalizar a população com esmola–, a autonomia
do Banco Central, a confiabilidade dos dados oficiais, o modelo de privatização, o ordenamento jurídico que atraiu o investidor estrangeiro, a estabilidade econômica e de regras ... ). Eu não mordo os cotovelos porque as pessoas estão menos pobres. Mordo de ver que o PT transformou em
mais um vôo de galinha a maior oportunidade que o Brasil jamais teve de entrar definitivamente para a elite global.
Mordo de ver que gente inteligente como você não consegue perceber a destruição do nosso futuro que está sendo promovida dia após dia por gente
que só quer se locupletar e perpetuar seu poder sobre a máquina estatal — cada dia maior e mais nefasta para a economia e, por extensão, à sociedade.
Mordo de ver que estamos abandonando as fontes que trouxeram riqueza para este país para nos alinharmos cada dia mais aos membros do Foro de São Paulo — do qual fazem parte o mais abominável ditador do século na América do Sul e o grupo narco-guerrilheiro que ele apóia no país vizinho.
Mordo de ver que gente do bem ainda se alinha com os maiores bandidos que já ocuparam o poder central deste país.
Mordo de pena.
Mordo de tristeza.
Mordo de desesperança


