terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Pois não abro concessões àqueles que possam querer me prender.
Não jogo minha própria vida em troco de salário, prestígio, poder, posses, coisas, tranqueiras.
Não permito que me roubem esse único presente que hoje tenho.
Faço só o que me dá prazer e paz interior. Sem maldade. Sem dor, sem pressa, sem cansaço, sem inveja, sem ciúmes, sem mágoas, sem esforço desumano. Sem explorar quem quer que seja. E isso não é um mero jogo de palavras: eu sou assim. Sou o dono do meu tempo.
Não aceito promessas de um futuro que nem sei se vai haver... Não assumo compromissos que me sufoquem, ou que me levem à exaustão para cumpri-los. E também não crio dependências que me prendam, em hipótese alguma. Não me casei, não tenho filhos, não tenho noivo, não tenho namorado, não faço juras de amor eterno, nem tenho planos mirabolantes que possam sugar minha existência gostosa de agora.
E isto — por enquanto — me basta.


