quinta-feira, 30 de abril de 2015
Você vai ter que carregar o mundo nas costas. Vai precisar apoiá-lo nos ombros e segurá-lo com as mãos. Terá o dever de mantê-lo a salvo apesar dele não estar são. Não se engane, ele ainda tem salvação. Ele vai continuar girando, portanto não perca a concentração e controle a situação.
Seus tropeços irão causar tremores. Não interessam as causas, seja por estresse, ansiedade, ou exaustão, raiva, medo ou excitação. O jugo é o seu julgamento, a sua opinião. Seus calos servirão de calços, e os que estão no seu encalço te seguirão. Poupe o fôlego, o percurso é extenso e não existe chão.
E quando no decorrer da caminhada tropeçar, se talvez a carga começar a escorregar, se a sola continuar a se desgastar, se o fardo pesar demais te impedindo de continuar, se o trajeto for íngreme demais para poder avançar, ou se o desejo de mandar tudo pelos ares gritar, pare por um instante.
Pare.
Olhe pra cima, e respire compassadamente. Redistribua bem o peso, agarre as fendas e cave a terra. Firme-se nos joelhos, e só então se levante. E não se pergunte de onde veio o impulso pra prosseguir. O importante é saber que ele vai te levar a algum lugar, pode apostar.
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