terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Diz que não?!





Sempre sabemos por que estamos tristes, mas nunca expressamos o motivo de nossa alegria.

Sempre passamos adiante as causas de uma separação, mas nunca as razões do relacionamento.

Sempre temos na ponta da língua o que nos faz odiar alguém, mas nunca conseguimos definir o que nos faz amar alguém.

Somos ótimos para julgar, somos péssimos para elogiar.

Sempre encontramos um culpado pela nossa dor, jamais encontramos um culpado pela nossa felicidade.

É necessário mudar nossa tendência para sofrer. Nossa mania de grandeza do sofrimento e nosso complexo de inferioridade do amor.

Somos um Napoleão para sofrer e um zé-ninguém para amar.

Somos doutores e sábios com as nossas tristezas, e preguiçosos com o amor, não defendemos o amor, não explicamos o que sentimos.

Uma imagem não vale por mil palavras. Toda palavra só aceita em troca outra palavra. É dar a palavra e não voltar atrás.