quarta-feira, 7 de dezembro de 2016
efeito colateral
Eu queria te dizer um bocado de palavras que a muito tempo estão presas em meu peito e me sufocam lentamente. Eu queria que você pudesse me ver aqui agora tentando calar o eco do meu sofrimento e o choro que abafo com os travesseiros. Mas só para que você percebesse o dano que me causou, já que agora eu não procuro mais você. Não procuro mais você em cada esquina que eu vou. Não procuro mais você em cada rosto que eu vejo. Não procuro mais você em cada amor que eu vivo. Por você eu me curei dos meus devaneios. Me livrei dos meus vícios. E me isolei da verdade. Por você repeti "Eu te amo" várias vezes, até que a palavra perdeu o sentido e passou a soar quase que como uma ofensa.
Sua partida refletiu tão rápido em mim que fiquei inerte com todo esse vazio. Esqueci o que era certo e me vi refém do medo. Medo de tentar novamente ou medo de dar certo e não saber o que fazer. Nossas fantasias já não são mais as mesmas, as minhas são inventadas. As suas improvisadas. As 4h da manhã penso em te ligar, e depois de várias doses do que eu imagino ser o vinho mais barato, sinto que me curei e finalmente esqueci você. Mas vez ou outra me embriago de saudade, mesmo sem consumir uma gota de álcool, e te trago em pensamentos, mesmo sem me render a nicotina.
Sua partida refletiu tão rápido em mim que fiquei inerte com todo esse vazio. Esqueci o que era certo e me vi refém do medo. Medo de tentar novamente ou medo de dar certo e não saber o que fazer. Nossas fantasias já não são mais as mesmas, as minhas são inventadas. As suas improvisadas. As 4h da manhã penso em te ligar, e depois de várias doses do que eu imagino ser o vinho mais barato, sinto que me curei e finalmente esqueci você. Mas vez ou outra me embriago de saudade, mesmo sem consumir uma gota de álcool, e te trago em pensamentos, mesmo sem me render a nicotina.
Kamilla Mendes



