quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Do amor (de sempre) por dogs



Desde que eu me conheço por gente, sempre tive cachorros.
Com o passar dos anos consegui entender que é além de fidelidade, companheirismo e amizade.
Estas bolinhas de pelos, de focinho gelado e olhares sinceros, além das 'artes' que geralmente fazem, deixam, no silêncio (silêncio aquele de quando você chega cansado e não está afim de brincar, seu cão com uma bolinha na boca vem em sua direção e senta do seu lado) transparecer seu afeto. Sem insistir com brincadeiras, acomoda ate o rabinho. Fica quietinho e com aquele silêncio diz: estou aqui e estou te compreendendo.
É um apego familiar, de dependência mútua. É, também, a parte que te espera ansioso e sabe por vezes ate o barulho do seu carro.
É a alegria traduzida em 4 patas. É o seu sorriso espontâneo de surpresa, de susto, de afeto e também o coração apertado de medo e tristeza quando por ordem natural da vida tem que se despedir.
Particularmente, passei por isso com vários cães que eu tive - porque nunca tive um só ao mesmo tempo - mas amava igualzinho, na mesma medida os 2.
Toda vez que eu perdia um, além sofrer horrores porque parecia que eu tinha perdido um familiar, sempre dizia: "Não quero mais." "Não vou mais ter cachorro".
Já tive vira-lata (uns 5 pelos meus cálculos), e já tive 3 labradores. Quando me vi, sem mais nenhum e jurei não querer mais, eis que meu namorado, me buscou no aeroporto com uma filhotinha de Golden Retriever.
Com 46 dias de vida, chegou lá em casa mudando tudo. Chegou no inverno, me fez acordar várias madrugadas e aquecê-la. Acudir seu choro por saudades da mamãe e dos 'manos'.. e mil fotos foram feitas. Os momentos aproveitados e o tempo foi passando.. quando me dei conta de que ela já não era mais tão pequena e muito menos uma filhotinha entendi a velocidade do tempo, inflexível.
Recentemente viajamos ao litoral para fazê-la conhecer o mar. E foi lindo!
Não bastasse uma, adotei outra cadelinha que até parece ter Pedigree. Porte pequeno, branca, peludinha e calma.
Se entenderam muito bem.
A casa ganhou nova vida, a vida ficou mais colorida e a família mais feliz. É preciso entender o propósito destes anjos de 4 patas na vida da gente. Somos escolhidos, não escolhemos, e, sempre que o tempo colaborar que possamos fazer a 'breve' vida deles, intensamente aproveitada e feliz.