sexta-feira, 7 de junho de 2013

AMOR E HISTÓRIAS INACABADAS


Você já deve ter vivido alguma história que marcou sua vida tão fortemente que jamais foi a mesma pessoa?
Parece que algo prendeu você no tempo e tudo o que mais desejaria é voltar lá, mesmo sabendo de todo o desenrolar.

Freud ofereceu uma metáfora quando tentava explicar o caminho da libido no psiquismo. Ele dizia que a libido via se desenvolvendo pelas fases oral, latência e fálica como índios exploradores. A tribo saia de um lugar seguro para outro ainda melhor, mas iam aos poucos, dividindo forçar. A cada grande caminhada se instalavam e formavam um grupo que se fixava num local enquanto o restante seguia rumo ao destino grandioso. Mas às vezes numa dessas caminhadas alguns inimigos entravam em luta. Qual o recurso para vencer uma batalha desvantajosa? Retornar ao agrupamento anterior mais numeroso.
O mesmo ocorre conosco. Diante de um novo embate psicológico a nossa mente recorre ao último momento de segurança e maior fixação dos sentimentos. Aquele lugar pode ou não ser seguro, mas o problema é que ele é inexistente.
Assim como as tribos que se formam no meio do caminho, os amores passados tem a sua configuração própria. Cada um tem o seu sabor peculiar. Mas a mente humana que criar uma sensação de continuidade, não sabe lidar com quebras bruscas.

É como uma gestalt que não se fecha!

A tentativa de achar que o futuro será melhor é a mesma de idealizar o passado. 
O passado está congelado e pode receber as injeções de fantasias que quisermos.
O presente é o único tempo onde podemos de fato realizar algo. 
O que poderia ter sido e não foi, no fundo não poderia ter sido, exatamente por que não foi.
Mas se eu tivesse tentado? Se tivesse tentado tentaria, se não tentou não tentou e por isso aquilo é inútil.

Agora, se existe SENTIMENTO mal resolvido, incerto, daí o papo é outro. Por orgulho, muitas vezes, você deixa de viver (ou reviver) o melhor da história. Da SUA, especialmente.