quinta-feira, 26 de setembro de 2013
O problema é o pronome?
Então eu mudo o você por ele. Dá na mesma pra mim, mas não pra você. Quer dizer: pra ele (foi mal).
Tão longe essa terceira pessoa, que não é terceira coisa nenhuma. Tão longe, mas tão importante, mais importante que a primeira pessoa, este eu confuso que não consegue viver sem você.Ver você. Saber de você. Ou ele, sei lá.
Confusões.
Mas se você (desculpa: ele), prefere assim, tudo bem, eu mudo o pronome e finjo que não escrevo pra você. Ou melhor, pra ele. Saco.
Eu mudo o pronome, mas o ele é você e sempre será. Eu mudo o pronome de lugar, mas você, que é só você, independente do pronome ou não, eu não consigo tirar da minha mente(e coração).
E agora eu tive que usar o você mesmo, porque não dá pra colocar um ele quando a gente cita o coração. Ele é fraco e não aguenta mudanças. E ele ainda não se ligou que houve uma mudança aqui. Então, pra ele, eu continuo usando o você, senão ele surta. E com coração fraco não se brinca. Tenho medo dos piripaques.Taquicardia.
Ele que me perdoe, mas no meu coração só cabe você mesmo. E tem que deixar assim.
Já que ele não está nem aí mesmo: para o meu coração o ele é você. E deixa assim.


