domingo, 22 de setembro de 2013

Yellow ledbeter by Pearl Jam on Grooveshark


SE foi bom? Julgue você.
Acredito que enquanto durou não ameaçou ninguém. Agora que vai ser sufocado, que vai ser morto, os vestígios? Pouco importa. Cada um cuida dos seus.
Houve uma noite em que escutei: Tu existe?
E fiquei pensando que cargas o levou a questionar isso...
Eu com meus miolos moles, pensei em algo como "onde tu estava?"
Não, não chegamos as vias de fato porque ainda controlamos a civilidade, melhor seria a honestidade, não ainda não... sinceridade, esta é a palavra.
Pois é. Outra carente existencial, outras vitima de Walt Disney, outro coração de farinha.
Quem diria que pra me dar conta do todo eu teria de me ver assim...vazia. De novo.
tá bom, sentia que era algo certo que eu queria, verdadeiro e inatacável que, pombas, nem parecia paixão...se era só encanto bom, não era um sentimento, mas ao menos era um sintoma.
Ele tinha barba, ele tinha olhos nos quais toda vez que eu olhava, ali encontrava uma paz.
Usava all star, tinha um bom passado e tinha tido muitas namoradas.
Sutil diferença entre nós. Eu não coleciono afetividades, tive uma e longa e por ter sido intensa me bloqueei um tempo que durou até Abril deste ano.
Ele é um sedutor que sabe valorizar através do intelecto nada ordinário, mas que apesar disso foi moldado para viver uma vida normal.
Trabalhar, namorar... quem sabe um dia ser pai ou talvez desaparecer deste estado e porque não continente?!
Ok. Previdente, concordo. Se tivéssemos o mesmo estado civil talvez realizaríamos juntos muitos dos desejos comuns e ainda de quebra, estaríamos juntos.
Se era amor?
Não era. Era outra coisa. Ficou uma dor profunda, mas poética.
Estou cega, ou quase isso: tenho uma visão embaçada do que aconteceu. Algo que estimula minha autocomiseração. Uma inexistência que machuca, mas ninguém morreu.  Eu era dele,ele um pouquinho meu,e não era amor, então era o que?
Dizem que as  pessoas se apaixonam pela sensação de estar amando, não pelo amado.
Coisa louca. É uma possibilidade.
Eu estava bem até nos compassos dos dias e fatos, convicta que tudo aconteceria da melhor forma.

Eu tava bem tranquila e sem planos.
Sintonizada.

E, de um dia para o outro eu estava de novo, onde eu estive por dois anos, (por opção) sozinha, antiga, pequena. 
Parece o final de um amor, mas não era amor. Era algo recém nascido em mim, ainda não batizado.
E ontem, parecia que todas as janelas tivessem se fechado às três horas da tarde de um dia de sol. Foi como se a praia ficasse vazia. Foi como um programa de televisão que sai do ar e ninguém desliga o aparelho, fica  ali o barulho a madrugada inteira, o chiado, a falta d a imagem, uma luz incomoda no escuro. Me senti desamparada no meu desconhecimento.
Quem pode explicar o que acontece dentro?
Procuro responder minhas próprias perguntas afim de me consolar um pouco. Tento ser lógica e entender minha própria confusão.
Sabe... veneno e antidoto?!

Mas, também tenho certeza que se não era amor era da mesma família. Porque sobrou o que sobre dos corações abandonados. Carência. Saudade. Magoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não sabe se vai ser antes ou depois de se chocar contra a terra.
Eu, bati a 200 km/h e tô voltando pra casa a pé.
Tá né, vocês aí não precisam me dizer que era uma paixonite, um joguinho talvez entre adultos..
Também pode ser este o ponto, pode ser que eu não fosse adulta suficiente pra brinca longe do meu pátio, das minhas bonecas. Onde eu estava com a cabeça em acreditar que a gente manda no que sente?
Não sei.
Apertei todos os botões e nenhum funcionou.
Ainda tem registros, ocorrencias...
Não amei ele porque não deu tempo. Acho que me amei numa verdade inventada. Fazendo neste suposto segundo relacionamento tudo ao contrário do que no primeiro.

Não era amor, era uma sorte.
Não era amor, era uma travessura.
Não era amor, era sacanagem.
Não era amor, eram 2 travesseiros.
Não era amor, era inverno.
Não era amor, era a manhã do primeiro encontro e as tardes em que a gente se via.
Não era amor, era medo.
Não era amor, ERA MELHOR.