terça-feira, 17 de junho de 2014
As 25 Melhores Obras de Piano Solo
Sempre tem quem diga que não gosta de música clássica, solos de piano então nem se fala.
Mas tenho certeza que muitos destes que dizem não gostar alguma vez na vida já se pegaram ouvindo, mesmo que sem querer.
Na minha humilde opinião as melhores são:
Este conjunto de 21 peças curtas para piano solo são geralmente considerados entre os melhores trabalhos solo de curta duração para o instrumento e ocupam um lugar importante no repertório de concerto contemporâneo. Obras de Chopin publicadas ao longo da sua curta vida partilham um carácter comum. Sugiro que confira, é realmente estonteante!
2. Beethoven(1770-1827) - Ultimas sonatas op.109 a op.111
As ultimas sonatas de Beethoven também são maravilhosas embora menos conhecidas. Notem que este conjunto apesar de ser constituído por obras que nunca foram publicadas enquanto conjunto pelo compositor justifica-se pela sua unidade quer expressiva quer na utilização de técnicas que aproximaram muito Beethoven da composição do período romântico.
3. Beethoven (1770-1827) - Patética, "Ao Luar", Appassionata
Estas três sonatas são frequentemente editadas em conjunto dado o seu carácter emocional para que muito contribuem os seus nomes que - verdade seja dita - não são propriamente uma escolha do compositor.
4. Bach (1685-1750) - Variações Glodberg
Aqui está outra obra incontornável e neste caso não tenho grande dúvida de vos propor para ouvirem a interpretação de Glenn Herbert Gould na sua gravação de 1982. Conseguem ouvir o pianista no seu habitual cantarolar não aceitável para alguns mas de que sinceramente gosto. Este conjunto de obras (BWV 988) composto em 1741 é baseado num único tema e 30 variações sobre o mesmo devendo provavelmente o seu nome ao seu primeiro interprete Johann Gottliebe Goldberg.
5. Mozart (1756-1791) - Sonatas para piano
Dado o extenso número de obras de Mozart neste formato (Mozart escreveu 18 sonatas para piano) tenho que escolher algumas para ilustrar o conjunto. Decidi mencionar e propor-vos a Sonata K. 331, o famoso Rondo Alla Turca. É de delirar!
6. Bach (1685-1750) - Cravo bem Temperado
Composto por dois livros cada um contendo 24 prelúdios e fugas num total de 48 peças. Perceba como Glenn Gould separa bem cada uma das notas (além de poderem ouvir o seu inimitável cantarolar).
7. Bach (1685-1750) - Fugas e Tocattas (órgão)
Se Bach dispensa apresentação, já o que diz respeito à ilustração do extenso conjunto de obras que esta linha condensa a dificuldade é imensa.
8. Chopin (1810-1849) - Valsas e Mazurkas
Aqui está um outro conjunto numeroso. Valsas foram mais de 20 as compostas por Chopin a que se juntam mais de 40 Mazurkas. Obviamente este agrupamento faz sentido por se tratar de formas de dança estilizada mas coloca claramente uma dificuldade na ilustração e na escolha...
9. Beethoven (1770-1827) - Hammerklavier
Esta obra precede as três ultimas sonatas e neste conjunto de 25 obras, piano solo. Demais!
10. Chopin (1810-1849) - Polonaises
Estas obras, 23 no seu total nunca foram publicadas enquanto conjunto até porque a sua composição praticamente decorreu ao longo de toda a curta vida do compositor. Para ilustrar este conjunto a escolha não é fácil . A Grande Polonaise Brillante (música com que o filme "O Pianista" termina) pode-se destacar embora seja uma obra originalmente para piano e orquestra.
11. Debussy (1862-1918) - Suite Bergamasque
Debussy começou a compor esta suite em 1880 mas apenas a terminou já no século XX em 1905. Belíssima obra!
12. Mendelssohn (1809-1847) - Canções sem palavras
Os oito volumes que perfazem esta colectânea foram escritos em fases diferentes da vida de Mendelssohn, o primeiro volume datando de 1829 e ultimo de 1845. Como todas as obras são de pequena dimensão e ao alcance (pelo menos aparente) de pianistas amadores estas obras viram injustamente o seu valor diminuído ao ponto de não ser fácil encontrar interpretações das mesmas por pianistas profissionais.
13. Shostakovich (1906-1975) - 24 Preludios e fugas
Este ciclo de prelúdios e fugas foi composto entre 1950 e 1951 e publicado no ano seguinte. Tem a característica interessante de serem cada um deles composto numa tonalidade diferente maior e menor da escala cromática.
Confira.
14. Liszt (1811-1886) - Rapsódias Húngaras
Conjunto de 19 peças de piano compostas por Liszt entre 1846 e 1853 baseadas no folclore húngaro. Dessas pequenas peças a Rapsódia nº 2 é sem dúvida a mais conhecida.
15. Brahms (1833-1897) - Intermezzi (Op. 118)
Penúltima obras publicadas do compositor e dedicadas a Clara Schumann composta por seis belíssimas canções bastante introspectivas.
16. Schubert (1797-1828) - Sonatas para piano
Schubert escreveu 21 sonatas para piano embora, como aliás era hábito do compositor muitas delas estejam incompletas ou particularmente cruas em termos de revisão. Mas são gostosas demais para curtir.
17. Satie (1866-1925) - Gnossienes, Gymnopedies
Dois conjuntos de obras que certamente já ouviu centenas de vezes.
Vale a pena ouvir de novo.
18. Albeniz (1860-1909) - Iberia
Uma das obras mais significativas da escola espanhola. Por ser um dos compositores e uma das obras menos conhecidas deste grupo falamos dela em detalhe no post Ibéria - Albeniz.
Ouçam.
19. Chopin (1810-1849) - Études
Conjunto de três obras Op. 10, Op. 15 e Trois Nouvelles Études (sem número de opus). O primeiro conjunto é composto de 12 pequenas obras tendo sido publicado em 1833. É neste conjunto que está incluído o famoso "Estudo Revolucionário" composto na altura da insurreição polaca contra a Rússia tendo Chopin utilizado este estudo para exprimir a sua dor e revolta.
20. Rachmaninoff (1873-1943) - Sonatas
Rachmaninoff compôs duas sonatas para piano. A primeira Op. 28 foi terminada em 1908 sendo uma das obras menos interpretadas do compositor. Organizada numa estrutura típica do período clássico com a sequência andamento rápido - lento - rápido esta sonata foi recebida desde a sua estreia de forma pouco entusiastica.
21. Schumann (1810-1856) - Carnaval
Carnaval (op. 9) composto em 1834/1835 é uma das obras mais significativas de Schumann. Como é frequente em Schumann as notas são um criptograma musical sendo uma obra que se pode considerar de música programática dado que as 22 partes que a constituem descrevem um baile de mascaras na época de Carnaval precisamente.
22. Liszt (1811-1886) Sonata para Piano em Si Menor
Possivelmente a obra para piano solo mais representativa do compositor do ponto de vista artístico bem mais que as rapsódias húngaras que nesta primeira fase ficaram bem acima desta belíssima sonata composta entre 1849 e 1853 e publicada no ano seguinte. É particularmente distintiva por se apresentar num único longo andamento embora na verdade se possa igualmente considerar que são quatro andamentos interpretados sem interrupção.
23. Chopin (1810-1849) Sonatas
Chopin escreveu "apenas" três sonatas para piano sendo a primeira composta em 1828 e um dos primeiros trabalhos do compositor embora a sua edição seja póstuma (1851). É uma sonata numa forma perfeitamente clássica quando Chopin estudava com Joséf Elzner a quem aliás a sonata é dedicada.
24. Scarlatti (1685-1757) Sonatas para teclas
Domenico Scarlatti escreveu mais de 500 sonatas para piano (555 para ser exacto) e por isso a tarefa de propor um conjunto que possa ilustrar o mesmo é quase impossível. Por essa razão super indico!
25. Prokofiev (1891-1953) - Sonata nº 6 e nº 7
A sonata nº6 em Lá Maior foi composta em 1940 sendo constituída por 4 andamentos.
Mais do que música para seus ouvidos, CULTURA!



