domingo, 28 de setembro de 2014
Soltar a frase: "Falo na cara mesmo, doa a quem doer, não estou nem ai", soa-me num contexto de vida adolescente demais, eu mesma falava isso quando conhecia muito pouco da vida e quando não tinha nenhuma sabedoria para lidar com situações necessitantes de argumentos defensivos.
"Dizer na cara", não é sinônimo de sinceridade, tão pouco de coragem e muito menos de grande personalidade.
A sinceridade não está no ato de arrotar argumentos a nosso favor.
É imaturo demais soltar um monte de palavras peculiares e carregadas de insultos pródigos.
É imaturo demais soltar um monte de palavras peculiares e carregadas de insultos pródigos.
Vomitar palavras compatíveis apenas com a própria razão não lhe transforma em "senhor sinceridade", porque a sinceridade meu caro, não está nas explosões de seus próprios conceitos, não está em argumentos classificativos a seu favor e tão pouco está em teses favoráveis a si mesmo.
A sinceridade está na maturidade das palavras, está na sabedoria no modo de falar, está na sensatez de calar pequenezas desnecessárias, está na coerência de argumentos propícios e mútuos.
Quem sabe puxar a sua própria descarga, poupa-se de feder junto com as outras merdas.


