segunda-feira, 23 de março de 2015
linhas do avesso
Era uma vez uma mulher que namorou um longo tempo o cidadão que ela achava que seria o homem da sua vida, tatuou o nome dele no braço.
A vida fez umas brincadeiras, se 'apartaram'.
Sem perder muito tempo, logo encontrou um outro ombro pra chorar, curar mazelas e coisa e tal, virou namoro. Virou noivado.
A vida deu jeito de reorganizar as coisas, ela então retomou contato com um ex-colega de colegial, amigo (não tão próximo), mas amigo. Pouco sabia da vida dele, mas sempre gostou de saber. Passaram a se escrever. Passaram a se encontrar. O Vinculo foi ficando forte, a atração nem se fala. Despertou um sentimento tímido.
Virou amor.
Ela, desfez noivado. Ficou meio "fora do ar" fez o rapaz chorar porque se sentia perdida, não tinha certeza do que queria. Uns dias passaram...
Viajou com o amigo, que estava solteiro há anos.
Os dias foram inexprimíveis, inarráveis, indescritíveis... de tão perfeitos.
Começaram a se relacionar, virou namoro.
ELA não perdeu o contato com o ex-noivo. SE ligam, trocam mensagens.
O ex-noivo ainda deixa as fotos deles em sua página pessoal na rede social. O novo namorado, PRECISA entender.
ELA frequenta a casa dele. Ele NÃO frequenta a casa dela. Ele também tem que entender.
Passaram-se alguns meses, não houve formalização de namoro familiar.
A tatuagem permanece.
Ou ELA está muito perdida ou ELE é muito cego.
Ou ELA está muito perdida ou ELE é muito cego.
O que ele sente, bom daí o problema é dele.
* substitua o pronome pessoal ELA por ELE, e releia o texto.
"Ingênua era ela, que recebia marteladas e procurava melodia nas batidas."
"Ingênua era ela, que recebia marteladas e procurava melodia nas batidas."



