sexta-feira, 6 de novembro de 2015

A procura de alívio



Procuro desesperadamente um remédio, uma solução, um tratamento que cure, me livre, dissipe uma coisa chamada mágoa que no meu peito fez morada e agora deixou de ser só lembrada, faz doer o peito (fisicamente) e provoca lágrimas instantaneamente.
Fico pensando sobre a facilidade de machucar alguém, fico sentindo como se eu mesma tivesse que retirar a bala de dentro do peito após o disparo à queima-roupa. Ela está ali mas você sabe que se enfiar os dedos vai machucar mais...
Não associo a mágoa com o perdão, no meu ponto de vista nada tem a ver. Perdoar é perdoar. Não é simples mas a gente é adulto e consegue fazer isso, leva um tempo, mas se consegue. Eu consegui.
O Problema é a marca, feito aquelas que se faz no gado, com ferro quente; feito aquelas provenientes de um machucado grave, agressivo que cicatriza mas está ali. Pior de tudo é que ninguém tem nada com isso, quem machucou nem se lembra e pouco se importa (de repente até sinta vagarosamente algum tipo de arrependimento mas nada faz para amenizar), quem sente é que se dane. 
Você nunca sabe o que dói mais, se é falar algo desejando não ter feito, ou ter ficado quieto, mas desejar ter dito, de qualquer forma, cuidado com o que sai da sua boca, cuidado com suas atitudes, você não sabe o efeito que vai ter na vida do outro...
Seja leve. Faça o bem. A vida é um eco! 
Eu continuo na procura de remédio, solução, tratamento... estou tentando me virar sem ajuda de profissionais... mas as coisas não são fáceis apesar de ter me esforçado bastante.
Deus que não me abandone, que segure minha mão. Um dia quem sabe há de passar..
Já dizia o sábio Luís Fernando Veríssimo:
"O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos e seus atos. A maneira como você encara a vida é que faz toda diferença. A vida muda, quando "você muda".
Talvez esteja aí o segredo: mudança.